ARTE AZULEJAR DE BEJA

500 anos de azulejaria

Projecto de candidatura : Património Cultural

INALENTEJO, EIXO 3 – Conectividade e articulação territorial

A Azulejaria é por todos os investigadores ligados ao património artístico como a grande arte nacional, caracterizadora da nossa criatividade e espírito pragmático, no âmbito da gramática ornamental.

O azulejo tornou-se, a partir das primeiras importações provenientes de Manizes, Espanha, um símbolo da arte nacional, revestindo igrejas, palácios e fachadas, dando graciosidade e luminosidade às velhas paredes escuras, conciliando o decorativo com a arte erudita.

É o ponto de atracção para os turistas que visitam o património cultural, assim como a base de leitura e de objecto pedagógico para a maioria das nossas escolas, nomeadamente para as disciplinas de arte, educação visual, história e educação tecnológica.

O azulejo é, no ponto de vista do visitante, o objecto artístico que nós podemos visualizar em todos os espaços interiores e exteriores. Podemos tocar sem danificar, podemos fotografar sem criar lamelas, podemos olhar e aprender os quotidianos dos séculos da história de Portugal e ler as páginas das sagradas escrituras pela imagem.  

No caso especifico deste projecto, pretende-se fazer o seu levantamento integral da cidade de Beja, primeiro centro importador deste material para Portugal, desde o século XV, até aos azulejos historiados do século XX, anos quarenta, preenchendo uma base de dados, que será simultaneamente o arquivo futuro deste importante espólio e um ponto de referência para o turismo regional e para as escolas.

É importante, demasiado importante, que a Arte Azulejar de Beja seja em definitivo investigada e promovida, sob pena de se deteriorar ou ser alvo de furtos inqualificáveis. E, tal como refere Santos Simões maior investigador da azulejaria nacional, este é o local, a cidade, onde os azulejos estão num museu vivo, ainda colocados in situs.

Para quem não conhece bem a cidade, este projecto poderá parecer mais um de entre muitos que surgem dentro da investigação patrimonial, mas se houver alguma atenção, mais que não seja o de ler e reler as palavras de Santos Simões, Beja é a única cidade que possui cinco séculos de azulejaria e daqui partiram, no século XV, para Sintra, Quinta da Bacalhôa, Azeitão, Lisboa, Setúbal e Coimbra, continuando a sua função a ser exercida até aos anos quarenta do século XX.

Beja, poderá tal como o Porto e Lisboa, ver a sua azulejaria estudada e publicada, pondo-se, deste modo, na linha da frente do estudo, preservação e conservação do seu património cultural, já que para além de incluir a descrição azulejar, fará também o estudo integral dos mesmos, com autorias e proveniências.

Para quem não conhece bem a cidade, este projecto poderá parecer mais um de entre muitos que surgem dentro da investigação patrimonial, mas se houver alguma atenção, mais que não seja o de ler e reler as palavras de Santos Simões, Beja é a única cidade que possui cinco séculos de azulejaria e daqui partiram, no século XV, para Sintra, Quinta da Bacalhôa, Azeitão, Lisboa, Setúbal e Coimbra, continuando a sua função a ser exercida até aos anos quarenta do século XX.

Beja, poderá tal como o Porto e Lisboa, ver a sua azulejaria estudada e publicada, pondo-se, deste modo, na linha da frente do estudo, preservação e conservação do seu património cultural, já que para além de incluir a descrição azulejar, fará também o estudo integral dos mesmos, com autorias e proveniências.